sábado, 15 de outubro de 2011

Texto produzido em Brasília durante o Seminário da Olimpíada da Língua Portuguesa


A VOZ DA LINGUAGEM

I

A língua é um bem público

Faraco até afirmou

Do pobre, do preto, do branco

Do homem trabalhador

Da mãe e do pai de família

Inclusive do doutor

II

A norma culta da língua

Pulou o muro e fugiu

Foi parar nos documentos

Oficiais do Brasil

Hoje se acha a rainha

Da pátria que lhe pariu

III

“A língua é minha pátria”

Já dizia o poeta

Ela é minha, ela é sua

E provoca descoberta

Usando-a com cuidado

Muitas portas são abertas

IV

O diálogo fortalece

A interação social

Um fala, o outro escuta

Essa troca é bem legal

E a linguagem se expande

De maneira especial

V

A linguagem criou forma

E saindo do escuro

Foi parar na olimpíada

A notícia foi um furo

Se espalhou pelo Brasil

Escrevendo o futuro

VI

Com o foco na escrita

Muitas vozes foram ouvidas

De cada estado surgiram

Propostas bem-sucedidas

Relatos, experiências

Histórias de muitas vidas

VII

Agradeço a Nelita

E a Antônio Gil também

Que refletiram conosco

Sobre a voz que cada um tem

E a todos os professores

Eu deixo meus parabéns

VIII

Pra finalizar eu quero

Agradecer de verdade

Ao CENPEC e aos parceiros

Por esta oportunidade

E que em 2012

Muitos voltem a esta cidade

Ladmires Carvalho – Brasília – DF

1º de setembro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Material sobre a Olimpíada da Língua Portuguesa

É tempo de formação na Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Como finalista da Olimpíada em 2010, estou disponibilizando uma série de materiais que podem ser úteis para os formadores em 2011. A ideia é contagiar o maior número possível de professores para a participação em 2012. Bom proveito. Ladmires Carvalho (10/10/2011)
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Material sobre a Olimpíada da Língua Portuguesa

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Carta do escritor Antônio Gil da Comunidade Escrevendo o Futuro (Olimpíada da Língua Portuguesa) aos alunos da Escola Estadual Professor José Fernandes Machado.


São Paulo, 3 de outubro de 2011.

(...)Mandei-lhe uma carta pelo último correio e já a necessidade de falar novamente contigo. Se pudesse, empregaria todo o tempo em escrever-te, só para ter o prazer de receber respostas. Tenho tanto a dizer...(...)
(trecho de carta de Graciliano Ramos a Heloísa Medeiros,1928).

E eu gostaria de escrever sem parar e dizer: - não que eu saiba verdadeiramente muitas coisas, mas porque estas marcas de seu coração, estas marcas profundas, novas, eu as percebo no fundo de minh’alma(...).
(trecho de carta de Lou Andréas-Salomé a Rilke, 1914).

Caros alunos da Escola Estadual “Professor José Fernandes Machado”.

Caro professor Ladmires.


Cá estou eu, antes de chegar até vocês, neste domingo com ar de chegança de primavera e por estas palavras se alinhando em novas tramas para realizar o maravilhoso e imprescindível milagre do encontro, da comunicação.

Como o almejado pelo Projeto arquitetado e construído por todos – “Ponha a boca no mundo, uma carta chegou para você”- , tomara que consiga lustrar momentos de inquietude entre o sentir e o pensar de todos vocês. Um se espelha no outro, não é? Nos trai e nos revela. O que é típico desta tarefa tão bonita da vida das pessoas que é escrever cartas (mesmo em computadores ou celulares...)

Olhem só o que vai acontecendo. Por estas palavras postadas nessas linhas virtuais, quem sabe acabo partilhando dessa história de vocês! Para mim isso é bom demais! Daqui do meu pensar, sentir e teclar, estas palavras vão para as nuvens e depois se instalam em telas, moram em papéis de impressos variados, passeiam pelas mãos das pessoas, fisgam olhares que ainda nem se abraçaram a ideias e emoções e desenham promessas leitoras. Tantas vidas! O que uma carta faz!

Ladmires e eu durante o Seminário da Olimpíada em Brasília
Deixando de milongas e reflexões primeiras, vou chegando, dizendo de mim um pouco, da minha breve presença nesse trabalho que corre. (Ladmires irá completando tudo, ao vivo e a cores e outros tons). Tudo começou quando o professor de vocês e eu nos encontramos num Seminário em Brasília, em meio a educadores de todos os cantos, reunidos em torno deste tema principal: o ensino da língua portuguesa. Ladmires teve a oportunidade de apresentar neste espaço um pouco dessa experiência em lidar com o gênero “carta”, que vocês bem sabem, reais protagonistas que são, não é? Foi um evento emocionante e importante: afinal, não é todo o dia que temos educadores pensado juntos sobre melhores maneiras de se ensinar leitura e escrita de verdade. Talvez seja essa a matéria mais importante de todas as escolas, vocês não acham?
Continuamos nos encontrando: através do texto do projeto que o Ladmires logo me encaminhou para que pudesse saber mais detalhes. E através do “Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro”, do qual sou um articulista. Escrevo semanalmente aos professores. Gostaria muito de convidá-los a conhecerem esta artimanha da minha vida pelas mãos conhecedoras do Ladmires. Ficaria com alegria maior se vocês deixassem algumas palavras, marcas da presença leitora. Penso que talvez até pudessem postar a resposta desta carta no ambiente do “nosso blog.” Mas, vamos ver se o professor de vocês acha isso legal.

Pelo andar do projeto sei que estão em pleno andamento. Já caminharam bastante. Um mar de cartas que atracam agora no porto da poesia. (Espero merecer este lugar). Algumas questões inundaram a minha cabeça de curiosidade, por imaginar as experiências que já viveram nesse percurso:o que aprenderam, o que foi especial, o que moveu cada um de vocês a escrever? Tantas perguntas, tantas respostas. Que outras curiosidades e descobertas suscitaram em meio ao ler e escrever cartas com tantos destinos, situações e intentos? Que viagem rica: de Pero Vaz de Caminha a uma rede de filmes, músicas, textos em contextos tão adversos! E agora o último desafio: o feito autoral. A publicação de uma carta poética!

Quero saber deste fruto. Sei um pouco da semente, do cultivo , do trabalho e da espera de quem semeou em bons tempos.

Fiquei pensando que talvez vocês já tenham esboçado novo projeto que alimentará nova lavra. Poderão disso me contar?

Fico por aqui. Na alegria do acontecimento. Esperarei a festa e os desenhos de palavras que cada um fará na acolhida pela emoção das leituras que circulam feito voos.

Fico com os braços abertos e o pensamento suspenso pela tarefa realizada. Tudo se sustenta nessa frase que corre para poder enviar a vocês nesse imaginário da leitura o encontro e um abraço amigo. Fico do lado de cá mergulhado na emoção do orgulho de partilhar de um trabalho tão bonito que corre solto em Natal , pelos alunos do professor Ladmires...

Abraço amigo a todos vocês.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Soletrando 2012

Soletrando 2012
            Está de parabéns a aluna Maíra Cardoso Novais que venceu a eliminatória do Soletrando 2012 na Escola Estadual Professor José Fernandes Machado que aconteceu no sábado, dia 06 de agosto de 2011, a competição foi acirrada e marcada pelo nervosismo e emoção.
            O evento foi organizado pela professora de língua portuguesa Leidivânia Mendes e contou com a colaboração de Fabíola, Rosa e Daniele e do professor Ladmires Carvalho que fez parte do júri. Participaram alunos do 6º, 7º e 8º ano, alunos de 11 a 14 anos que se prepararam para a grande disputa e se mostraram hábeis no ato de soletrar.
            A disputa começou com uma rodada de palavras de fácil soletração, mas por desatenção, alguns alunos erraram logo de cara. Cada um que passava para a fase seguinte comemorava. Alguns não contiveram o choro ao serem eliminados, mas o jogo exigia a perfeição na hora de pronunciar cada letra, acento, til, cedilha exatamente no lugar certo. E foi com essa perspicácia toda que a vencedora chegou à última palavra.
            Maíra até errou uma palavra na semifinal, adiando a posse do título, o que fez com que as outras competidoras, que naquele momento eram três, voltassem à disputa. Com isso, mais duas rodadas de palavras foram sorteadas, ficando somente duas alunas na grande final. Ao pronunciar a palavra que lhe cabia, a aluna Daiane errou e a chance de vitória ficou literalmente na língua da pequena Maíra que estuda o 6º ano no turno matutino. Não deu outra, a estudante acertou a palavra BOCHECHA sem errar uma letra e sagrou-se a grande campeã da fase escolar. Ela, agora, promete se preparar com dedicação para a competição estadual que acontecerá no mês de novembro na cidade de Natal onde estarão presentes alunos de várias escolas públicas de todo o Rio Grande do Norte.
            A torcida de todos que fazem o “Machadão” é toda sua, Maíra. Parabéns!

            Em, 07 de agosto de 2011, por Ladmires Carvalho – Professor de Língua Portuguesa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS : VIDA E OBRA

OBRA




http://www4.ftd.com.br/v4/Biografia.cfm?aut_cod=942&tipo=A


 Leia a apresentação que faz de si mesmo o escritor de livros infantis Bartolomeu Campos Queiroz:
 http://vestibular.brasilescola.com/resumos-de-livros/a/




Bartolomeu Campos Queirós
Nascido em Pará de Minas, Minas Gerais, em 1944, Bartolomeu Campos Queirós é autor de vários livros para crianças, de peças teatrais e textos sobre arte-educação. Sua obra – geralmente em prosa poética – lhe valeu diversos prêmios, entre os quais o Prêmio Orígenes Lessa - O Melhor para o Jovem -, em 1988, e Hors Concours, em 1996. Bem–humorado, apreciador do silêncio sobre todas as coisas, Bartolomeu costuma dizer: “Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar”.



5/04/2011
Bartolomeu Campos de Queirós
lança Vermelho amargo

Nos próximos dias 12 e 26/4, Bartolomeu Campos de Queirós lança Vermelho amargo, seu primeiro livro pela Cosac Naify, em sessões de autógrafos em São Paulo e Belo Horizonte. Renomado pela produção infantojuvenil, o escritor mineiro revela na obra uma face pouco conhecida que o insere definitivamente na literatura brasileira, para além de qualquer classificação.

De inspiração autobiográfica, Vemelho amargo trata do retorno de um narrador à sua dolorosa infância, marcada pela ausência da mãe e pela difícil relação com a madrasta. O projeto gráfico diferenciado do livro dialoga com sua narrativa e acentua a epígrafe do autor: “Foi preciso deitar o vermelho sobre papel branco para bem aliviar seu amargor”.